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Internet é cultura livre, poxa vida!

12/09/2010

No dia 29 de agosto, saiu no caderno Link do Estadão uma matéria sobre um arquivo livre de músicas na web, o Free Music Archive, que é sensacional, mas eu não estou aqui para falar sobre ele, uma vez que vocês mesmos podem acessar a matéria do Estadão neste link.

Além de conhecer o Free Music Archive, o interessante neste artigo é a discussão proposta sobre como a internet é um espaço de liberdade, assim como já foi colocado no post anterior em relação às vantagens de um blog. Ainda retomando as considerações do post anterior sobre blogs, é possível transpor a discussão para um exemplo, que inclusive encontra-se nesse artigo, a iniciativa da banda Radiohead de lançar seu cd – In Rainbows – pela internet, sem a intermediação de uma gravadora, para que os fãs pagassem o quanto quisessem ou, simplesmente, baixassem de graça. Isso é que é proximidade de artista e público. Parece que funcionou. O irônico é que agora o cd não está mais disponível para download (pela banda) e se você quiser comprar em uma loja, aqui no Brasil, ele custa por volta de 146 reais, já que a banda perdeu o contrato com a gravadora e o cd é importado do Japão.

As pessoas às vezes têm um preconceito de que todo o conteúdo da internet é de baixa qualidade ou banal, o que existe também certamente, mas há o exemplo do Free Music Archive, que possui curadores especialistas para selecionar minuciosamente por qualidade os artistas e as músicas que integram o site.

A conclusão disso tudo é que não tem mais o que falar sobre a internet. Acho que todo mundo já entendeu que a internet é de graça, é libertária, é aproximativa, e tem coisas muito boas. E isso não precisa ser estudado, porque os exemplos estão o tempo inteiro na nossa frente, no nosso cotidiano, em tudo o que fazemos, já que usamos a internet para tudo. Chega a ser bizarro o fato da internet nem existir fisicamente. Ela está aí pairando, num bando de dados infinito, integrando tudo e todos, formando uma rede estrutural. Já entendemos também de onde tudo isso veio, mas acho que não somos muito capazes de imaginar onde isso chegará no futuro.

É isso.

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One Comment leave one →
  1. Thelma Nakae permalink
    13/09/2010 12:47 AM

    Na verdade é melhor nem começar a questionar muito o que é a internet, senão você fica louco! Não ter um espaço físico é um pouco estranho ainda…

    A história de aproximar o artista do público (no caso da iniciativa do Radiohead) é parecida com essa onda de e-books.
    No começo eu criticava o fim do livro de papel, mas ao ler uma reportagem (inclusive no Estadão) sobre esses livros eletrônicos me animei um pouco mais pois, nesse caso, o autor tem um lucro de uns 80%, e já no livro impresso ele acaba ficando com uma parcela simbólica e o lucro real vai para a editora. (eu não me recordo as porcentagens exatas, mas era bem assustadora a discrepância do valor do autor em cada caso)

    (aliás livros eletrônicos dariam um ótimo post aqui!)

    Até!

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