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Da cultura das mídias à cibercultura

29/08/2010

Uma modesta reflexão sobre os tópicos um e dois do texto de Lúcia Santaella

[Acesse o texto em PDF: Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-moderno]

Paremos por um instante para pensar em dois conceitos-chave do texto de Santaella: a diferença entre cultura das mídias e cultura digital – ou cibercultura. Antes de tudo, é necessário ter sempre em mente que o meio (a tecnologia) está intimamente ligado à mensagem final, como diz a teoria de McLuhan – também recuperada no texto de Santaella. A fim de elucidar tais definições, usaremos exemplos do nosso cotidiano.

É possível pensar a cultura midiática, que surgiu por volta dos anos 80 sempre ligada às primeiras tecnologias de individualização da busca da informação, como a possibilidade de ter diversos canais pela TV à cabo ou jogar Pong em seu Atari. Obviamente, a cultura de mídia existe até hoje, porque o surgimento de novas tecnologias da comunicação não anula a cultura criada pelas que as antecederam, assim como a cultura de massas também ainda existe (vide Domingão do Faustão). Já a cibercultura, ou cultura digital, é caracterizada pela altíssima interatividade e pela intensificação da individualização na busca de informações, um terreno já preparado pela cultura midiática. O exemplo mais claro é a internet, com seus inúmeros desdobramentos e seu hibridismo de meios e linguagens.

Observemos por um momento o Youtube. A interatividade está clara: nele, somos produtores e espectadores dos mais diversos vídeos. Além disso, há a possibilidade de deixar comentários e vídeos-resposta. A individualização da busca de informação também é evidente: podemos nos inscrever nos canais de vídeos que mais gostamos e temos total liberdade para assistir ao conteúdo desejado na hora desejada (muito mais que na tv a cabo ou mesmo em um pay per view). Tudo isso de graça! Todas as culturas de mídia anteriores eram pagas. Isso é um diferencial feliz a ser considerado. E o principal ponto diferencial é o hibridismo. O You Tube disponibiliza receitas, tutoriais dos mais diversos assuntos, programas de tv, episodios de seriados e novelas, filmes, curtas amadores e qualquer outra coisa (inclusive um gato que fica de pé).

Por último, é preciso deixar claro que não são as tecnologias novas que geram as transformações culturais, mas sim todo o universo de signos e todas as mudanças de linguagens que orbitam essa nova tecnologia – e que com elas surgem e se renovam – e as mensagens veiculadas por ela.

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